Este é um blog de utilização pessoal e para aquelas pessoas que queiram ler sobre pensamentos mal formulados, idéias malucas e desabafos sem razão. Bom, existem pessoas e/ou lembranças de pessoas que norteiam nossos raciocínios ou pensamentos livres. Gostaria de dizer que este blog é em parte dedicado àquelas que preenchem este meu espaço.

Sábado, Maio 20, 2006

Logo eu vou retornar, mas nao com meu presente ... estou matando saudades de um passado, deveres ausente.
Como eu sempre digo, o passado nao deve ser esquecido.

Sexta-feira, Janeiro 27, 2006

Malboro

Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum!

Esta foi a propaganda da marca de cigarro Malboro por muito tempo e, talvez, ainda seja. É incrível como marcas de cerveja e cigarros têm a manha de fazer propagadas. Esta, em particular, eu adoro.

“Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum” me lembra relacionamentos. O que nós temos em comum é o que nos deixa conectado com uma outra pessoa ou grupo de pessoas. (...) e sempre de forma autêntica, cada um na sua.

Eu a adoro. Chego a dizer que deveríamos utilizar este como um slogan para a vida. Sermos quem somos, mas saber que nós temos algo que nos liga com cada um outro indivíduo, cada um de forma diferente.

A forma como nos lidamos com este “em comum” é que como damos forma à nossa vida. Uma república como algo em comum, um casamento, crianças, gosto pela arte, o trabalho com a arte ou o que for. O desgosto, a raiva, a criminalidade. Os nossos desejos, a nossa luta, a paz pela presença de alguém.

A pergunta, então, que faço em relação aos meus amigos é “o que em comum nós temos?” e “o quanto que isto é importante para mim?”.

Terça-feira, Janeiro 24, 2006

Esquentando

A verdade é está, eu já estou a muito tempo sem falar. Literalmente sem falar, o que me faz ficar ansioso para externar as palavras de criança dentro de mim.
Eu não sei interpretá-las, por isto crianças. Tristes, alegres, tudo de repente. Hora sorrindo, hora chorando.
Sim, há um motivo para este silêncio. Minha maxila foi fragmentada em três pedaços e minha mandíbula em algumas vezes mais. Dias e das sem conseguir a boca, dias e dias sem comer, apenas tomar. Nada legal, mas preciso.
Minha boca era meio torta e era preciso fazer esta operação e evitar problemas ais sérios na vida. Certa vez beijei uma mulher e, depois de um longo tempo de trocas de intimidades, seus olhos me puseram para baixo ao perceber a boca que estava acariciando. Um olhar rápido, mas duradouro nas lembranças.
Ok, melancolia a parte. Não vale a pena ter lembranças ruins. As lembranças são sempre boas, o esquecimento não. O pior já passou, agora é só curtição!
O pior já passou, agora é só curtição.
Ontem coloquei 35 pontos na boca sobre anestesia geral. Incrível, não estão me incomodado muito. E estou com um curativo na metade esquerda do rosto, na mandíbula, que ajuda a esconder o inchaço. Bom, não?!
Para que ler, uma enquête, o minha deve ou não fazer uma cirurgia e tirar aquela grande cirurgia que ele tem no queixo? A resposta eu já tenho, NÃO, mas quero saber quantas opiniões estou contrariando.
Eu queria ter lido mais neste meio tempo, mas só consegui ler após 4 semanas da operação e, mesmo assim, meio que no impulso, mas sem tesão. Os pensamentos e a imaginação foram prejudicados e ler somente as palavras nos livros é chato.
Prioridade para 2006, me formar, voltar a competir no mountainbike (PARTICIPAR DO IRONBIKER), arranjar um trabalho para 2007 e ser sincero com minhas limitações. – rsrsrsrsrs – eu vou ser sincero com minhas limitações!
AH! Tenho que falar. Minha prima Marcela me presenteou com um quadro “Rosa Vermelha” que eu adorei. Muito bom, muito obrigado Marcela!
Bom, da para ver a falta de coerência nas minhas palavras de ciranda e nas minhas palavras de lembranças.
Pararei por aqui.
Abraços e beijos e estou de volta!

Sexta-feira, Novembro 25, 2005

Meu pé di pimenta

Tenho três pés, mas só dois andam deitados. O terceiro só fica parado (...) e precisa ser aguado.

Eu o chamo de Pita, diminutivo de pimenta. Sim, o pé é uma mulher (...) e que a verdade seja dita: a Pita é encantadora de tão bonita.

Os outros dois, homens que só, não perdem o passo. Acompanham-me em qualquer pedaço, mas beleza num tem não senhor.

Beleza falta, mas nenhum deles tem chulé. São limpos e vaidosos. Acreditem se quiser, são fieis e deveras carinhosos.

Quando massageados me dão prazer, quando entrelaçados ficam ainda mais >aconchegantes! São aventureiros, mas preguiçosos. Sociáveis e elegantes.

Enquanto a outra fica lá, em seu lugar, toda enaltecida. Eles me dão, dia após dia, o apoio necessário para viver uma vida corrida.

À noite eu os coloco no cabide, estico a rede e observo a Pita. Vide frívolos, que olham com os olhos, que escutam com os olhos, sentem com os olhos e comem com os olhos.

Frutos verdes, amarelos e vermelhos que enfeitam uma copa multicolor. Durmo, sonho com meu quarto e seu esplendor.

Acordo no próprio: quarto. Lá está ela. Só ela. Um arco-íris na minha janela. Lá estão eles, prontos para adentrarem em meus sapatos.

Assim começa o dia e assim o dia terminará. Sem disfarces. Somos o que somos: passos em movimento ou estancados, presos em seu encantamento.

Meu pé di pimenta é assim, um espelho pra mim. Que revela desejos picantes com cheiro de jasmim (ssssss importante dizer, eu queimo incenso sim).

Meu pé di pimenta é assim, uma escolha para mim. Que revela desejos picantes com anseios carentes. Ao sair, me faço ausente.

Mas a Pita não se sente só. Ao seu lodo mora a Pela: uma sapa simpática que pulou para dentro do meu carro e depois para dentro dos meus livros de poesia moderna russa do Tchekhov.

(mentira!, eu não tenho nenhum...)

Agora que já falei pra lá de baguidá, eu me vou. (...), pra onde eu num sei, mas logo retornarei. Para falar de terras encantadas, de sonhos, fadas e reis ... de sorrisos e gargalhadas Pela e Pita. Meu pé di pimenta, minha criança crescida.

Tempo de parar

É como uma viagem que fazemos. Movimento. Viagens nos levam ao deslocamento de um ponto a outro e o nosso álbum de fotografia engorda, alimentando-se de pequenos momentos. A vida passa sem parar. Lembro-me das várias vezes que fui ao Parque Estadual de Ibitipoca, a Ilha Grande e a Paraty.

Lembro-me de quando estava na Europa, na Chapada dos Veadeiros, em São Paulo e Campos do Jordão. Lembranças agradáveis e saudosas que se demonstram por meio de frames embaçados. Eles são presentes da minha memória.

O movimento é padrão, os quadros não. Cada quadro, pintado, fotografado ou vivido tem seu peculiaridade e para seu significado ficar mais aparente, é importante parar.

Quando vamos a uma exposição e paramos de frente a um quadro por vários minutos, nós praticamos a observação. Quando deixamos a vida correr sem firmar as suas rédeas, nossa capacidade de perceber o nosso mundo é diminuída. É como percorrer uma exposição inteira em apenas alguns minutos. Muitos detalhes se perdem.

É tempo de parar. É tempo de viajar em nossos próprios cotidianos e perceber o que ele representa para nós. Sair do sofá ao olhar um álbum de fotos e adentrar em uma única fotografia: a dos momentos da nossa vida.

Terça-feira, Novembro 15, 2005

The words we say

Write with your heart isn’t write beautifully or even right.

Segunda-feira, Outubro 31, 2005

Acreditar no que queremos ser

Somos seres externalizados por um corpo único. Somos seres mascarados; máscaras que mascaram máscaras. Somos apenas isto e isto tudo.

Pensando sobre isto, vejo que não há como descobrirmos quem realmente somos, então me pus a pensar sobre o como nós somos. A todo momento, nós somos uma máscara. Como a colocamos, como podemos prolongar o seu uso?

Somos o que acreditamos. Quando uma pessoa se acha uma pessoa má, assim ela tenderá a ser por mais vezes e por um maior período. Uma pessoa que queira ser justa, ser honesta, ser benevolente, ele tem que acreditar na sua capacidade de ser e brigar para ser. Brigar com suas outras partes, suas outras mascaras.

Talvez eu esteja falando em brigar contra desejos, brigar contra vontades conscientes e inconscientes. Mas se acreditados em quem queremos ser e na nossa capacidade de ser, então estarmos assumindo o controle das máscaras.

Quinta-feira, Outubro 27, 2005

Parem o mundo! (Fávio Gomes, coluna Warm Up)

Apenas para compartilhar um texto que eu gostei muito. Um texto que nos faz rir e nos faz chorar... espero que apreciem o tanto quanto eu apreciei.

Pára, pára tudo. Ninguém mais dá importância ao que realmente importa neste país. Saiu no "Estadão", e até agora nenhuma passeata de protesto foi agendada. A Kombi, no ano que vem, deixará de ter motor boxer a ar. A Volkswagen vai passar a equipar sua segunda maior criação com um ridículo motorzinho 1.4 de 8 válvulas "total flex". Sei lá o que é isso. Mas é refrigerado a água.

Vão acabar com o motor a ar. O motor do Fusca. O motor desenvolvido por Ferdinand Porsche. O mundo está próximo do fim. Tsunamis, furacões, enchentes, secas e bombas estão acabando com tudo. E agora essa. Vão colocar um radiador na Kombi. Pára o mundo, quero descer já.

Devem estar me achando louco, porque nesta semana inventaram um monte de moda na Fórmula 1 e estou falando do motor da Kombi. Sorry, periferia. Loucos são vocês que não ficam estarrecidos com tal notícia. Dê uma busca no Google para "Kombi" e você encontrará 3.040.000 páginas. Faça o mesmo com "Max Mosley" e "Bernie Ecclestone" e virão 958.000, somados os dois. Kombi é muito mais importante que Fórmula 1.

Para quem não sabe, e todos deveriam saber, a Kombi foi o primeiro VW genuinamente brasileiro, montado na fábrica de São Bernardo. Antes do Fusca. Foi em 1957. O Brasil ainda não tinha conquistado nenhuma Copa e já tinha Kombi andando para cima e para baixo. Agora querem trocar o motor a ar, este ícone da indústria automobilística, esta obra de arte da mecânica, por uma porcaria que tem em qualquer carrinho por aí. Tenham dó.

Um amigo me alertou para tal despropósito. Mandou-me um e-mail indignado. Vão acabar com a Kombi, se meterem um motor a água nela. Nessa obra-prima da praticidade, uma caixa sobre rodas que "anda na lama, carrega pobres e leva verduras".

A Kombi deveria ser tombada pelo patrimônio histórico universal, assim como o Fusca, que outro dia deixou de ser fabricado no México sem que este planetinha pateta respeitasse um minuto de silêncio.

Acho que no fundo é inveja, coisa de jovens incapazes de ver beleza onde ela está. Afinal, como diz meu amigo, a Kombi é uma perua cinquentona que não precisa usar cremes para se manter linda. E não há muitas por aí, não.